{"id":6626,"date":"2023-04-13T22:49:06","date_gmt":"2023-04-13T22:49:06","guid":{"rendered":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/?p=6626"},"modified":"2023-04-13T22:49:08","modified_gmt":"2023-04-13T22:49:08","slug":"saude-e-bem-estar-vitamina-d-o-que-se-sabe-e-o-que-falta-saber-sobre-suplementos-beneficios-e-riscos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/saude-e-bem-estar-vitamina-d-o-que-se-sabe-e-o-que-falta-saber-sobre-suplementos-beneficios-e-riscos\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade e Bem Estar &#8211; Vitamina D: o que se sabe e o que falta saber sobre suplementos, benef\u00edcios e riscos"},"content":{"rendered":"\n<p>Vendas de produtos \u00e0 base de vitamina D explodiram no Brasil com a pandemia de covid-19 \u2014 assim como as controv\u00e9rsias sobre seus benef\u00edcios e riscos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A pandemia de covid-19 parece ter sido um ponto de virada na rela\u00e7\u00e3o entre os brasileiros e a&nbsp;<strong>vitamina D<\/strong>&nbsp;\u2014 o que se reflete no salto em vendas de suplementos a partir de 2020 e na profus\u00e3o de conte\u00fado na internet apontando tanto os poss\u00edveis benef\u00edcios quando as limita\u00e7\u00f5es dela no combate \u00e0 nova doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, devemos dizer logo que o papel da vitamina D na covid-19 ainda est\u00e1 em investiga\u00e7\u00e3o por cientistas e n\u00e3o h\u00e1 consenso.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas esse horm\u00f4nio com nome de vitamina j\u00e1 era fonte de fasc\u00ednio e controv\u00e9rsia antes da pandemia e tem tudo para continuar sendo depois dela.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quem deve tomar suplementos de vitamina D<\/strong>,&nbsp;<strong>quais doen\u00e7as que este horm\u00f4nio pode prevenir&nbsp;<\/strong>e&nbsp;<strong>qual seria o n\u00edvel ideal no sangue<\/strong>&nbsp;s\u00e3o perguntas que t\u00eam movido muitas pesquisas ao redor do mundo \u2014 e que, com a ajuda de especialistas e artigos cient\u00edficos, buscamos explicar nesse texto, mesmo que ainda n\u00e3o haja respostas definitivas para algumas perguntas.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos primeiro ao que j\u00e1 se sabe sobre a vitamina D.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O b\u00e1sico da vitamina D<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, a descoberta da vitamina D fez 100 anos. No in\u00edcio do s\u00e9culo 20, v\u00e1rios m\u00e9dicos e cientistas de institui\u00e7\u00f5es diferentes estavam buscando a causa do raquitismo e passaram a observar que a ingest\u00e3o de \u00f3leo de f\u00edgado de bacalhau prevenia e tratava essa doen\u00e7a \u00f3ssea. Mas, al\u00e9m disso, a\u00a0exposi\u00e7\u00e3o ao sol tamb\u00e9m parecia ter um papel.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma equipe liderada pelo bioqu\u00edmico americano Elmer McCollum foi quem deu o nome &#8220;vitamina D&#8221;, em 1922.<\/p>\n\n\n\n<p>Era uma \u00e9poca em que muitas vitaminas estavam sendo descobertas \u2014 as letras A, B e C j\u00e1 estavam em uso \u2014, e o novo composto foi assim identificado. D\u00e9cadas depois, com mais pesquisas e o detalhamento da estrutura molecular,\u00a0<strong>chegou-se ao cons<\/strong>enso de que a vitamina D \u00e9, na verdade, um horm\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, h\u00e1 cientistas tentando emplacar o nome &#8220;horm\u00f4nio vitamina D&#8221;, mas a &#8220;vitamina D&#8221; segue muito popular \u2014 e nessa reportagem, vamos continuar usando o termo \u00e0 moda antiga.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje,\u00a0\u00e9 mais do que comprovado que a vitamina D regula a quantidade de c\u00e1lcio e f\u00f3sforo no nosso corpo\u00a0\u2014 e esses, por sua vez, s\u00e3o essenciais para o crescimento e a manuten\u00e7\u00e3o de ossos, dentes e m\u00fasculos. Ou seja,\u00a0a vitamina D \u00e9 important\u00edssima para a sa\u00fade \u00f3ssea e muscular.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 sabemos tamb\u00e9m que podemos obter a vitamina D de tr\u00eas formas: com a\u00a0produ\u00e7\u00e3o do nosso corpo, a partir da\u00a0exposi\u00e7\u00e3o ao sol; pela\u00a0alimenta\u00e7\u00e3o\u00a0e pela\u00a0suplementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e9dica endocrinologista Marise Lazaretti-Castro, professora livre-docente da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), afirma que \u00e9 um equ\u00edvoco comum entre os pacientes pensar que os efeitos da alimenta\u00e7\u00e3o e da suplementa\u00e7\u00e3o s\u00f3 v\u00e3o ser ativados se houver exposi\u00e7\u00e3o ao sol.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma ideia errada a de que voc\u00ea precisa tomar sol mesmo ingerindo a vitamina. O que o sol faz \u00e9 produzir na nossa pele a vitamina D. Se voc\u00ea est\u00e1 ingerindo pelo alimento ou pelo suplemento, n\u00e3o precisa tomar sol.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Marise Lazaretti-Castro, m\u00e9dica endocrinologista<\/p>\n\n\n\n<p>Outro alerta feito por Castro e pela nutricionista Marcela Mendes, \u00e9 que, na pr\u00e1tica,\u00a0n\u00e3o podemos contar muito com a alimenta\u00e7\u00e3o para obter a vitamina D. Sociedades m\u00e9dicas brasileiras consultadas pela reportagem endossaram essa afirma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O salm\u00e3o, por exemplo, que costuma ser apontado como uma rica fonte, s\u00f3 nos d\u00e1 o horm\u00f4nio se for selvagem \u2014 e n\u00e3o de cria\u00e7\u00e3o, como \u00e9 mais comum encontrar no Br<\/strong>a<strong>sil.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ainda falta educa\u00e7\u00e3o nutricional pra entender que a alimenta\u00e7\u00e3o dificilmente vai ser suficiente para suprir a necessidade. Os principais alimentos com vitamina D s\u00e3o o\u00a0<strong>salm\u00e3o selvagem<\/strong>,\u00a0<strong>cogumelos<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>peixes gordurosos<\/strong>. Qual \u00e9 a real aplica\u00e7\u00e3o disso na nossa popula\u00e7\u00e3o? A ingest\u00e3o [desses alimentos] precisaria ser di\u00e1ria para a gente ter realmente uma fonte&#8221;, aponta Mendes, doutora em ci\u00eancias nutricionais pela Universidade de Surrey (Inglaterra) e membro do grupo de pesquisa em Vitamina D da Universities Global Partnership Network (UGPN).<\/p>\n\n\n\n<p>Em&nbsp;alguns pa\u00edses que t\u00eam invernos severos e menor exposi\u00e7\u00e3o ao sol, \u00e9 obrigat\u00f3ria a fortifica\u00e7\u00e3o de alimentos com vitamina D. N\u00e3o \u00e9 o caso do Brasil. Mas, nas prateleiras, tamb\u00e9m temos alguns produtos com dizeres como &#8220;fortificado&#8221; e &#8220;enriquecido com vitamina D&#8221; na embalagem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;<strong>Quando voc\u00ea olha no r\u00f3tulo, \u00e9 uma quantidade que n\u00e3o est\u00e1 fazendo diferen\u00e7a<\/strong>. N\u00e3o \u00e9 enganoso, mas pode gerar uma confus\u00e3o de se achar que est\u00e1 sendo suficiente ingerir aquele alimento. A pessoa acha que est\u00e1 tendo uma fonte garantida de vitamina D&#8221;, alerta a nutricionista, sugerindo uma regulamenta\u00e7\u00e3o mais rigorosa para o uso dessas chamadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/anvisa\/\">Anvisa<\/a>) ordena que alimentos enriquecidos devem trazer alega\u00e7\u00f5es como &#8220;fortificado com vitamina D&#8221; quando trouxerem no m\u00ednimo 30 UI (unidades internacionais) em l\u00edquidos e 60 UI em s\u00f3lidos. Segundo a ag\u00eancia, os limites m\u00ednimos garantem que os produtos &#8220;forne\u00e7am uma quantidade significativa das subst\u00e2ncias adicionadas e sejam eficazes para os efeitos alegados&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mendes \u00e9 cautelosa ao falar de uma\u00a0recomenda\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de ingest\u00e3o da vitamina D, pois\u00a0h\u00e1 vari\u00e1veis individuais e locais, mas aponta como refer\u00eancia a orienta\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)\u00a0de 600 a 800 UI di\u00e1rias para adultos saud\u00e1veis (via alimenta\u00e7\u00e3o e\/ou suplementa\u00e7\u00e3o). Para grupos de risco, a necessidade costuma ser ainda maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, o m\u00ednimo exigido para que um produto se diga fortificado com vitamina D fica abaixo desta refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Suplementar ou n\u00e3o suplementar?<\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da alimenta\u00e7\u00e3o, temos ainda a&nbsp;<strong>exposi\u00e7\u00e3o ao sol<\/strong>&nbsp;e a&nbsp;<strong>suplementa\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong>como formas de obter a vitamina D.<\/p>\n\n\n\n<p>Por muito tempo, pensou-se que o clima brasileiro fosse suficiente para garantir \u00e0 popula\u00e7\u00e3o vitamina D \u2014 inclusive por isso, o raquitismo nunca foi uma preocupa\u00e7\u00e3o grande por aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas estudos recentes t\u00eam mostrado que o\u00a0<strong>pa\u00eds tem um percentual relevante de pessoas com defici\u00eancia desse horm\u00f4nio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo publicado em novembro de 2022 no peri\u00f3dico Journal of the Endocrine Society por Lazaretti-Castro e colegas se debru\u00e7ou sobre os n\u00edveis de vitamina D em doadores de sangue de tr\u00eas cidades brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados mostraram defici\u00eancia de vitamina D em\u00a012,1% das pessoas em Salvador;\u00a0<strong>20,5% em S\u00e3o Paulo<\/strong>\u00a0e\u00a012,7% em Curitiba.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados mundiais reunidos em um artigo da Nature mostram que o percentual de defici\u00eancia em outras popula\u00e7\u00f5es \u00e9 maior, como nos Estados Unidos (24%), Canad\u00e1 (37%) e Europa (40%).<\/p>\n\n\n\n<p>No doutorado, Marcela Mendes fez um ensaio cl\u00ednico com mulheres brasileiras no seu pa\u00eds natal e com brasileiras vivendo na Inglaterra.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Realmente tinha uma m\u00e9dia de n\u00edveis de vitamina D bem maiores no Brasil do que na Inglaterra. Mas nem por isso a gente deixou de ter mulheres deficientes morando no Brasil ou mulheres suficientes morando na Inglaterra. Ent\u00e3o, outros fatores influenciam al\u00e9m do sol&#8221;, diz a nutricionista, citando fatores como a pigmenta\u00e7\u00e3o da pele \u2014 quanto mais melanina, que protege contra a luz solar, menos vitamina D produzida \u2014 e a gen\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>J\u00e1 foram identificados diversos genes que t\u00eam uma influ\u00eancia da vitamina D na express\u00e3o g\u00eanica. H\u00e1 tamb\u00e9m o polimorfismo gen\u00e9tico: as pessoas podem ter alguma muta\u00e7\u00e3o que favorece ou atrapalha os n\u00edveis de vitamina D.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O estilo de vida atual tamb\u00e9m pode diminuir nossa exposi\u00e7\u00e3o ao sol, conforme ficamos mais em ambientes fechados e usamos protetores solares. E a\u00ed entra outro dilema: para evitar o envelhecimento e o c\u00e2ncer de pele, usamos filtros que bloqueiam a luz ultravioleta B (UVB) \u2014 crucial para nosso corpo sintetizar a vitamina D.<\/p>\n\n\n\n<p>Entidades m\u00e9dicas consultadas pela reportagem deram diferentes recomenda\u00e7\u00f5es para lidar com o dilema dos riscos e benef\u00edcios da exposi\u00e7\u00e3o ao sol.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>A\u00a0<strong>Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)<\/strong>\u00a0recomenda que a situa\u00e7\u00e3o seja resolvida caso a caso na consulta com um m\u00e9dico. &#8220;Fazer uma recomenda\u00e7\u00e3o para toda a popula\u00e7\u00e3o em termos de como se expor ao sol \u00e9 complexo, porque o tanto que cada pessoa vai fabricar de vitamina D \u00e9 vari\u00e1vel. Essa varia\u00e7\u00e3o acontece de acordo com o tom pele, com a regi\u00e3o do Brasil em que a pessoa est\u00e1 [quanto mais perto da linha do Equador, maior \u00e9 o \u00edndice UVB] e com a esta\u00e7\u00e3o do ano [no inverno o \u00edndice UVB \u00e9 mais \u00e9 mais baixo do que no ver\u00e3o]&#8221;, aponta B\u00e1rbara Campolina, endocrinologista e diretora do Departamento de Metabolismo \u00d3sseo e Mineral da SBEM.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a\u00a0<strong>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Avalia\u00e7\u00e3o \u00d3ssea e Osteometabolismo (Abrasso)<\/strong>\u00a0sugere a limita\u00e7\u00e3o do tempo e \u00e1reas de exposi\u00e7\u00e3o. &#8220;Em geral o c\u00e2ncer de pele ocorre no rosto, pesco\u00e7o e testa, e essas \u00e1reas sempre devem estar protegidas pelo protetor solar. Pode-se expor bra\u00e7os e pernas sem prote\u00e7\u00e3o por 5 a 7 minutos em pessoas de pele mais clara e at\u00e9 15 minutos naqueles com a pele mais pigmentada e ap\u00f3s isso aplicar o protetor. Deve-se evitar a vermelhid\u00e3o da pele pois isto j\u00e1 \u00e9 um sinal da les\u00e3o solar&#8221;, explicou Sergio Maeda, presidente da Abrasso.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00a0<strong>Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG)<\/strong>\u00a0sugerem ainda que a exposi\u00e7\u00e3o ao sol ocorra antes das 10h da manh\u00e3 e depois das 16h.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 suplementa\u00e7\u00e3o, nenhuma sociedade m\u00e9dica brasileira consultada pela reportagem recomenda o uso indiscriminado de suplementos pela popula\u00e7\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, \u00e9 preciso verificar os n\u00edveis de 25(OH)D (ou 25 hidroxivitamina D) no sangue para depois um m\u00e9dico ou nutricionista decidir se a suplementa\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A 25(OH)D \u00e9 a forma circulante da vitamina D no sangue depois de ter passado pelo f\u00edgado.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00fanica recomenda\u00e7\u00e3o fixa para um grupo, independente de exames, \u00e9 para beb\u00eas: a SBP orienta suplementa\u00e7\u00e3o de vitamina D na dose de 400 UI da primeira semana at\u00e9 12 meses e de 600 UI de 12 a 24 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, h\u00e1 grupos de risco que devem ficar mais atentos ao n\u00edvel de 25(OH)D:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Idosos (acima de 60 anos)<\/li>\n\n\n\n<li>Obesos e pessoas que passaram por cirurgia bari\u00e1trica<\/li>\n\n\n\n<li>Gr\u00e1vidas ou lactantes<\/li>\n\n\n\n<li>Pessoas com osteoporose, outras doen\u00e7as \u00f3sseas (raquitismo, osteomal\u00e1cia e hiperparatireoidismo), que t\u00eam fraturas ou quedas recorrentes<\/li>\n\n\n\n<li>Pessoas com doen\u00e7as renais cr\u00f4nicas ou com s\u00edndromes de m\u00e1 absor\u00e7\u00e3o intestinal<\/li>\n\n\n\n<li>Pessoas que usam medica\u00e7\u00f5es que interferem no metabolismo da vitamina D, como a terapia antirretroviral do HIV, corticoides e anticonvulsivantes<\/li>\n\n\n\n<li>Pessoas que n\u00e3o se exp\u00f5em ao sol por alguma contraindica\u00e7\u00e3o, como hist\u00f3rico de melanoma ou outro c\u00e2ncer de pele.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Segundo Mendes, o exame tem ficado cada vez mais acess\u00edvel em laborat\u00f3rios particulares.<\/p>\n\n\n\n<p>Na rede p\u00fablica, um m\u00e9dico deve avaliar caso a caso a necessidade de solicitar o exame de vitamina D, segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade: &#8220;O exame de vitamina D pode ser solicitado pelo m\u00e9dico da APS [aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria] caso a pessoa necessite faz\u00ea-lo, cabendo a avalia\u00e7\u00e3o e defini\u00e7\u00e3o da conduta pelo profissional diante de cada caso. Em aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade da crian\u00e7a e sa\u00fade do idoso, em alguns casos \u00e9 feita essa solicita\u00e7\u00e3o de forma preventiva.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mercado brasileiro chegou a novo patamar na pandemia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A nutricionista diz perceber, por parte da popula\u00e7\u00e3o e de alguns profissionais de sa\u00fade, a coloca\u00e7\u00e3o da vitamina D como algo &#8220;milagroso&#8221; \u2014 o que leva, \u00e0s vezes, \u00e0 ingest\u00e3o de doses alt\u00edssimas de suplementos, inclusive indicadas por profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 importante colocar que a suplementa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma estrat\u00e9gia important\u00edssima: existem muitas situa\u00e7\u00f5es que voc\u00ea precisa do suplemento e \u00e9 ele que vai resolver&#8221;, diz a nutricionista.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Mas hoje, a gente est\u00e1 vendo pessoas tomando 5.000, 10.000 UI por dia esperando que a mol\u00e9cula fa\u00e7a alguma a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica&#8221;, acrescenta, citando doses consideradas altas.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e9dica Marise Lazaretti-Castro afirma que a hiperdosagem traz riscos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No longo prazo, isso vai levar a um quadro de intoxica\u00e7\u00e3o com vitamina D, que \u00e9 grave. O c\u00e1lcio sobe muito no sangue e isso d\u00e1 um monte de efeitos adversos, como n\u00e1useas, v\u00f4mitos, diarreia. Tamb\u00e9m pode dar inapet\u00eancia, emagrecimento, poli\u00faria, desidrata\u00e7\u00e3o, insufici\u00eancia renal, perda da fun\u00e7\u00e3o renal&#8230; Pode at\u00e9 ocorrer morte.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A defici\u00eancia da vitamina D \u00e9 ruim, mas o excesso tamb\u00e9m.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ambas entrevistadas consideram que a press\u00e3o do mercado tem abastecido essa busca desenfreada pela vitamina D.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu sinto \u00e0s vezes que a publicidade tem mais acesso \u00e0 popula\u00e7\u00e3o do que a gente que est\u00e1 tentando divulgar ci\u00eancia&#8221;, desabafa Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>A nutricionista aponta tamb\u00e9m que h\u00e1 farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o vendendo doses muito altas sem prescri\u00e7\u00f5es de m\u00e9dicos ou nutricionistas.<\/p>\n\n\n\n<p>A BBC News Brasil pediu posicionamento por e-mail e telefone da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Farmac\u00eauticos Magistrais (Anfarmag), que representa o setor, mas n\u00e3o teve retorno.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados desde 2015 mostram que o mercado de vitamina D teve um salto no Brasil a partir de 2020, primeiro ano da pandemia de covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de fevereiro de 2021, o valor de faturamento referente ao acumulado dos 12 meses anteriores ficou acima de R$ 1 bilh\u00e3o, de acordo com n\u00fameros da Associa\u00e7\u00e3o dos Laborat\u00f3rios Farmac\u00eauticos Nacionais (Alanac).<\/p>\n\n\n\n<p>Eles incluem vendas de suplementos e medicamentos \u00e0 base de vitamina D nas farm\u00e1cias do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"944\" src=\"http:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/8f646320-d02d-11ed-be2e-754a65c11505.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6627\" srcset=\"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/8f646320-d02d-11ed-be2e-754a65c11505.jpg 1000w, https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/8f646320-d02d-11ed-be2e-754a65c11505-300x283.jpg 300w, https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/8f646320-d02d-11ed-be2e-754a65c11505-768x725.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"906\" src=\"http:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/632426a0-d02e-11ed-be2e-754a65c11505.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6628\" srcset=\"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/632426a0-d02e-11ed-be2e-754a65c11505.jpg 1000w, https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/632426a0-d02e-11ed-be2e-754a65c11505-300x272.jpg 300w, https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/632426a0-d02e-11ed-be2e-754a65c11505-768x696.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Considerando o consumo em unidades, os dados tamb\u00e9m mostram que a partir de fevereiro de 2021 o pa\u00eds chegou a um novo patamar, ficando acima de 30 milh\u00f5es unidades vendidas anualmente desde ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esse aumento foi por conta de estudos que mostraram um efeito imunol\u00f3gico no consumo da vitamina D. Isso fez com que tivesse um aumento muito grande [de demanda] na pandemia. Agora, a tend\u00eancia \u00e9 desacelerar&#8221;, analisa Henrique Tada, presidente executivo da Alanac.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a\u00a0Anvisa, os suplementos de vitamina D n\u00e3o exigem prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, enquanto h\u00e1 alguns medicamentos \u00e0 base de vitamina D que demandam prescri\u00e7\u00e3o \u2014 no caso, com receitu\u00e1rio simples (receita branca). Esses rem\u00e9dios normalmente s\u00e3o voltados para doen\u00e7as \u00f3sseas.<\/p>\n\n\n\n<p>No mercado, h\u00e1 op\u00e7\u00f5es de suplementa\u00e7\u00e3o com a vitamina D2, de origem vegetal, e D3, de origem animal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Falta saber: o papel da vitamina D na preven\u00e7\u00e3o e tratamento de doen\u00e7as<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto os benef\u00edcios da vitamina D para a sa\u00fade \u00f3ssea j\u00e1 s\u00e3o conhecidos, os chamados &#8220;efeitos extraesquel\u00e9ticos&#8221; do horm\u00f4nio est\u00e3o em estudo \u2014 e a todo vapor.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente no primeiro trimestre deste ano, foram publicados artigos cient\u00edficos que investigaram o papel da vitamina D na esclerose m\u00faltipla, dem\u00eancia, asma, no c\u00e2ncer de pele melanoma, entre muitas outras doen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>A hip\u00f3tese de que o horm\u00f4nio pode ter um papel na preven\u00e7\u00e3o ou no tratamento de doen\u00e7as se deve, em parte, pelo fato de que j\u00e1 foram encontrados genes receptores da vitamina D em v\u00e1rios tipos de c\u00e9lulas do corpo humano, dos neur\u00f4nios aos linf\u00f3citos. Ou seja, se h\u00e1 receptores, \u00e9 prov\u00e1vel que a vitamina D cumpra alguma fun\u00e7\u00e3o naquela c\u00e9lula.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, estudos com cobaias em que esses receptores foram exclu\u00eddos mostraram que as gl\u00e2ndulas mam\u00e1rias ficaram mais propensas ao c\u00e2ncer de mama; o m\u00fasculo card\u00edaco \u00e0 hipertrofia; a pr\u00f3stata \u00e0 hiperplasia; e o f\u00edgado ficou mais gorduroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe a d\u00favida se a liga\u00e7\u00e3o entre vitamina D e efeitos na sa\u00fade \u00e9 de causalidade, correla\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 de &#8220;causalidade reversa&#8221;, segundo explica a endocrinologista Marise Lazaretti-Castro<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Como a vitamina D depende da exposi\u00e7\u00e3o solar, se voc\u00ea \u00e9 doente, voc\u00ea n\u00e3o vai se expor tanto ao sol. \u00c9 o que a gente chama de causalidade reversa: a doen\u00e7a que est\u00e1 produzindo a vitamina D mais baixa, e n\u00e3o o contr\u00e1rio&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerados &#8220;padr\u00e3o ouro&#8221; nos estudos de sa\u00fade, os ensaios cl\u00ednicos randomizados controlados, que consistem em testes com volunt\u00e1rios, s\u00e3o a princ\u00edpio aqueles que melhor poderiam mostrar a causalidade entre a vitamina D e algum efeito na sa\u00fade. Mas estudos desse tipo t\u00eam encontrado obst\u00e1culos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Lazaretti-Castro, o maior estudo do tipo j\u00e1 feito foi o VITAL, realizado nos Estados Unidos. Ele investigou a liga\u00e7\u00e3o entre vitamina D, o c\u00e2ncer e doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram acompanhados 25.817 volunt\u00e1rios por, em m\u00e9dia, cinco anos. Eles foram divididos em um grupo que foi suplementado com uma alta dose de vitamina D (2.000 IU) e outro que recebeu placebo.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo concluiu que a vitamina D n\u00e3o levou a uma redu\u00e7\u00e3o significativa no risco de c\u00e2ncer e nem de doen\u00e7as cardiovasculares. Tampouco houve redu\u00e7\u00e3o nas mortes por doen\u00e7as cardiovasculares \u2014 mas para o c\u00e2ncer, houve sim redu\u00e7\u00e3o na mortalidade, de 17%.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas Lazaretti-Castro explica que o estudo VITAL enfrentou um obst\u00e1culo que ensaios cl\u00ednicos com a vitamina D costumam enfrentar: n\u00e3o \u00e9 \u00e9tico deixar o grupo de volunt\u00e1rios que recebe placebo deficiente do horm\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, o experimento americano permitiu que todos os volunt\u00e1rios, estando no grupo controle ou n\u00e3o, tomassem 800 UI de suplementos diariamente, o que \u00e9 uma boa quantidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a do grupo que recebeu as altas doses \u00e9 que essas pessoas receberam ainda mais vitamina D.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esse estudo tem v\u00e1rias limita\u00e7\u00f5es. Por exemplo, os n\u00edveis plasm\u00e1ticos [da vitamina D] j\u00e1 eram altos no grupo como um todo. Ent\u00e3o se voc\u00ea sai de um n\u00edvel bom de vitamina, adianta aumentar mais? Provavelmente n\u00e3o&#8221;, aponta a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>A endocrinologista j\u00e1 participou de quatro edi\u00e7\u00f5es de um evento dedicado \u00e0s disputas em torno do horm\u00f4nio, a Confer\u00eancia Internacional sobre as Controv\u00e9rsias da Vitamina D, que j\u00e1 teve seis edi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A necessidade de achar alternativas ao recrutamento de volunt\u00e1rios com bons n\u00edveis do horm\u00f4nio e de acompanhar os participantes por ao menos cinco anos nos estudos sobre c\u00e2ncer e doen\u00e7as cardiovasculares foi defendida em edi\u00e7\u00f5es passadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro desafio para os estudos \u00e9 avaliar os efeitos para a sa\u00fade da exposi\u00e7\u00e3o ao sol \u2014 n\u00e3o se pode deixar as pessoas expostas por muito tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>E, como se n\u00e3o faltassem inc\u00f3gnitas sobre a vitamina D, os cientistas t\u00eam debatido bastante tamb\u00e9m os valores de refer\u00eancia da 25 hidroxivitamina D no sangue.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 consenso em dois pontos: n\u00edveis de 25(OH)D abaixo de 12\u2009ng\/mL s\u00e3o claramente deficientes em todas idades e n\u00edveis acima de 30\u2009ng\/mL s\u00e3o claramente suficientes. Em contraste, h\u00e1 discord\u00e2ncias sobre como classificar os n\u00edveis entre 12 e 30\u2009ng\/mL&#8221;, diz um texto com as conclus\u00f5es da 3\u00aa Confer\u00eancia Internacional sobre as Controv\u00e9rsias da Vitamina D, realizada em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro n\u00famero em debate \u00e9 a partir de qual quantidade uma alta dose de vitamina D apresenta riscos \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Marcela Mendes levanta ainda mais uma quest\u00e3o: segundo a nutricionista, no Brasil ainda importamos muitas das recomenda\u00e7\u00f5es de institui\u00e7\u00f5es estrangeiras, deixando de considerar as particularidades do nosso pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas ela aponta para uma certeza.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A gente sabe que o caminho futuro da vitamina D \u00e9 descobrir muita coisa da import\u00e2ncia dela&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Se inscreva em nosso canal do\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@tvnativoos\">youtube.com\/@tvnativoos<\/a><\/strong>, curta nossa p\u00e1gina no\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/tvnativoos\">facebook<\/a><\/strong>,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tvnativoos\/\">instagram<\/a><\/strong>\u00a0e veja nossa programa\u00e7\u00e3o ao vivo pelo canal 6 da Claro Net ou pelo portal\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/\">tvnativoos.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Globo.com e BBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vendas de produtos \u00e0 base de vitamina D explodiram no Brasil com a pandemia de covid-19 \u2014 assim como as controv\u00e9rsias sobre seus benef\u00edcios e riscos.\u00a0 A pandemia de covid-19 parece ter sido um ponto de virada na rela\u00e7\u00e3o entre os brasileiros e a&nbsp;vitamina D&nbsp;\u2014 o que se reflete no salto em vendas de suplementos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":6629,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[527,298,65,1211],"class_list":["post-6626","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-doencas","tag-saude","tag-tvnativoos","tag-vitaminad"],"cc_featured_image_caption":{"caption_text":"Vitamina D foi descoberta h\u00e1 pouco mais de 100 anos \u2014 Foto: GETTY IMAGES","source_text":"","source_url":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6626","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6626"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6626\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6630,"href":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6626\/revisions\/6630"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6629"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6626"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6626"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6626"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}