{"id":18667,"date":"2024-05-24T20:17:31","date_gmt":"2024-05-24T20:17:31","guid":{"rendered":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/?p=18667"},"modified":"2024-05-24T20:17:31","modified_gmt":"2024-05-24T20:17:31","slug":"clima-analise-aponta-que-solo-do-rio-grande-do-sul-esta-saturado-de-umidade-esponja-completamente-encharcada-diz-pesquisador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/clima-analise-aponta-que-solo-do-rio-grande-do-sul-esta-saturado-de-umidade-esponja-completamente-encharcada-diz-pesquisador\/","title":{"rendered":"Clima &#8211; An\u00e1lise aponta que solo do Rio Grande do Sul est\u00e1 saturado de umidade: &#8216;esponja completamente encharcada&#8217;, diz pesquisador"},"content":{"rendered":"\n<p>&#8216;Se Porto Alegre estivesse com o solo seco, essa \u00e1gua j\u00e1 teria infiltrado no subsolo&#8217;, afirma o pesquisador Humberto Barbosa, coordenador do Lapis\/Ufal.<\/p>\n\n\n\n<p>O Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise e Processamento de Imagens de Sat\u00e9lites (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) publicou nesta sexta-feira (24) um mapeamento que mostra que o solo do Rio Grande do Sul est\u00e1\u00a0<strong>saturado de umidade<\/strong>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A umidade do solo \u00e9 calculada medindo-se a quantidade de \u00e1gua presente no solo em\u00a0<strong>rela\u00e7\u00e3o ao volume total do solo e \u00e1gua.<\/strong>\u00a0Essa medida \u00e9 expressa como uma raz\u00e3o, por exemplo,<strong>\u00a0m\u00b3 de \u00e1gua por m\u00b3\u00a0<\/strong>de solo (ou cm\u00b3\/cm\u00b3). Sensores espec\u00edficos s\u00e3o usados para determinar essa propor\u00e7\u00e3o e quanto mais pr\u00f3ximo de 1, ou 100%, quer dizer que o solo est\u00e1 saturado porque todo o substrato est\u00e1 preenchido com \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>Castigado pelas chuvas intensas dos \u00faltimos dias, na \u00faltima segunda-feira (20), o estado tinha diversas \u00e1reas com a taxa de umidade do solo justamente no limite de satura\u00e7\u00e3o, em torno de 1 cm\u00b3\/cm\u00b3 (\u00e1reas com azul mais intenso no mapa).<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Humberto Barbosa, coordenador do Lapis, explica que, nessas \u00e1reas, isso significa que o solo j\u00e1 n\u00e3o consegue mais absorver \u00e1gua, fazendo com que toda a \u00e1gua da chuva escoe superficialmente,\u00a0<strong>aumentando o risco de inunda\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Quando o solo est\u00e1 muito \u00famido, sua capacidade de absorver mais \u00e1gua, como faria uma esponja, diminui. Isso acontece porque o solo j\u00e1 est\u00e1 saturado; ele n\u00e3o est\u00e1 apenas \u00famido, mas atingiu seu limite de satura\u00e7\u00e3o, como uma esponja completamente encharcada&#8221;, diz o pesquisador.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No mapa, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel ver que algumas \u00e1reas no extremo sudoeste do Rio Grande do Sul est\u00e3o em uma condi\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel, com menor umidade do solo em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o centro-leste do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Barbosa diz que nesses casos, o mapeamento baseado em dados do sat\u00e9lite SMAP (Soil Moisture Active Passive \u2013 Umidade do Solo Passiva e Ativa) mostra que o solo seco tem a capacidade de absorver essa \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se Porto Alegre estivesse com o solo seco, essa \u00e1gua j\u00e1 teria percolado, ou seja, teria infiltrado no subsolo, alimentando o len\u00e7ol fre\u00e1tico com a \u00e1gua que vem da superf\u00edcie&#8221;, destaca o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima sexta (23), por\u00e9m, a chuva retorno com for\u00e7a na capital ga\u00facha. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden),&nbsp;o volume de chuva em 15 horas ultrapassou os 100 mil\u00edmetros na Zona Sul da capital.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns bairros,\u00a0<strong>a \u00e1gua subiu pelos bueiros<\/strong>, alagando regi\u00f5es\u00a0que ainda n\u00e3o tinham sido afetadas.\u00a0O diretor do Departamento Municipal de \u00c1gua e Esgoto (DMAE), Maur\u00edcio Loss, negou que tenha ocorrido um &#8220;colapso&#8221; no sistema de drenagem na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Loss,&nbsp;o barro levado pelas cheias das \u00faltimas semanas secou,&nbsp;trancando as galerias pluviais, que funcionam no escoamento da \u00e1gua da chuva.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o ainda afirma que o elevado volume de chuva, o ac\u00famulo de lixo nas ruas e redes pluviais e restri\u00e7\u00f5es no funcionamento de casas de bombeamento \u2013 apenas 10 das 23 esta\u00e7\u00f5es est\u00e3o funcionando, segundo Loss \u2013\u00a0prejudicaram a sa\u00edda da \u00e1gua, provocando o transborde.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Previs\u00e3o de mais chuvas<\/h2>\n\n\n\n<p>Depois de um m\u00eas com a atua\u00e7\u00e3o de mais uma onda de calor no Brasil, o pa\u00eds deve registrar temperaturas abaixo da m\u00e9dia nos pr\u00f3ximos dias. Segundo a Climatempo, uma nova e forte frente fria deve avan\u00e7ar pelo pa\u00eds a partir desta sexta-feira (24),&nbsp;<strong>trazendo chuva e frio principalmente para os estados do Centro-Sul.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com a passagem dessa nova frente fria pelo pa\u00eds, as chuvas retornaram ao Sul. Nesta sexta, o tempo deve ficar muito inst\u00e1vel no estado, com&nbsp;<strong>expectativa de chuva para toda a regi\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para a possibilidade de acumulados de at\u00e9&nbsp;<strong>100 mil\u00edmetros de chuva no norte do Rio Grande do Sul, Paran\u00e1 e boa parte de Santa Catarina.<\/strong>&nbsp;Os ventos podem chegar at\u00e9 100 km\/h nessas regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>As tempestades previstas para esses locais foram classificadas pelo Inmet em um aviso meteorol\u00f3gico laranja, que qualifica o evento como de<strong>\u00a0&#8220;perigo&#8221;.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden),&nbsp;<strong>h\u00e1 possibilidade muito alta de novas enchentes<\/strong>&nbsp;nas mesorregi\u00f5es Sudeste Rio-grandense e Metropolitana de Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos&nbsp;<strong>munic\u00edpios banhados pelas Lagoa dos Patos,&nbsp;<\/strong>os acumulados podem chegar a&nbsp;<strong>150 mil\u00edmetros&nbsp;<\/strong>de chuva at\u00e9 o final desta sexta. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 preocupante, segundo o \u00f3rg\u00e3o, se considerado o n\u00edvel elevado dos rios da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As novas chuvas podem&nbsp;<strong>agravar as condi\u00e7\u00f5es na cidade de Porte Alegre<\/strong>, onde o n\u00edvel do Lago Gua\u00edba segue alto, apesar da baixa dos \u00faltimos dias. Os temporais podem contribuir para uma nova eleva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua no local.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m alerta para a&nbsp;<strong>possibilidade de deslizamentos nessas regi\u00f5e<\/strong>s. O risco \u00e9 alto para eventos geol\u00f3gicos nas regi\u00f5es Metropolitana de Porto Alegre e Nordeste Rio-grandense, especialmente na Serra Ga\u00facha.<\/p>\n\n\n\n<p>O alerta considera a condi\u00e7\u00e3o de satura\u00e7\u00e3o do solo e aponta para o risco de novos deslizamentos em encostas urbanas e quedas de barreiras na margem de estradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Globo.com<\/p>\n\n\n\n<p>Curta, compartilhe e inscreva em nosso canal do\u00a0<a href=\"https:\/\/youtube.com\/@tvnativoos\">youtube.com\/@tvnativoos<\/a>, curta nossa p\u00e1gina no facebook, instagram e veja nossa programa\u00e7\u00e3o ao vivo portal www.tvnativoos.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Se Porto Alegre estivesse com o solo seco, essa \u00e1gua j\u00e1 teria infiltrado no subsolo&#8217;, afirma o pesquisador Humberto Barbosa, coordenador do Lapis\/Ufal. 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