{"id":18030,"date":"2024-05-06T22:56:37","date_gmt":"2024-05-06T22:56:37","guid":{"rendered":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/?p=18030"},"modified":"2024-05-06T22:56:38","modified_gmt":"2024-05-06T22:56:38","slug":"clima-moradores-de-estrela-vivem-em-meio-a-ruinas-apos-enchente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvnativoos.com.br\/wfe\/clima-moradores-de-estrela-vivem-em-meio-a-ruinas-apos-enchente\/","title":{"rendered":"Clima &#8211; Moradores de Estrela vivem em meio a ru\u00ednas ap\u00f3s enchente"},"content":{"rendered":"\n<p>Cen\u00e1rio \u00e9 de devasta\u00e7\u00e3o em munic\u00edpio atingido por dil\u00favio<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio \u00e9 de guerra no munic\u00edpio de Estrela. Quem caminha pelo Bairro das Industrias se depara com casas destro\u00e7adas, postes ca\u00eddos, animais mortos e ve\u00edculos aos peda\u00e7os espalhados pelas ruas. Apesar da semelhan\u00e7a com conflitos b\u00e9licos, o estrago n\u00e3o foi causado por bombardeios, e sim pela alta do Rio Taquari, que chegou a superar 33 metros no pico da cheia.<\/p>\n\n\n\n<p>Adair Maia, de 55 anos, trabalha em um posto de gasolina. Ele mora na regi\u00e3o h\u00e1 mais de quatro d\u00e9cadas, mas foi surpreendido pelo estrago do \u00faltimo dil\u00favio. \u201cDesde 1981, j\u00e1 passei por pelo menos tr\u00eas grandes enchentes. Nenhuma delas se compara aos danos causados pela \u00faltima. Tive que alugar um im\u00f3vel em um ponto alto da cidade, para onde levei minha fam\u00edlia e mais duas. Foi preciso sair correndo, antes que a \u00e1gua nos atingisse. Perdemos tudo\u201d, contou.<\/p>\n\n\n\n<p>Estrela tem mais de 6 mil desabrigados. A maior parte do munic\u00edpio est\u00e1 sem energia el\u00e9trica, \u00e1gua e sinal de telefone e de internet.<\/p>\n\n\n\n<p>A monitora escolar Alicia da Silva, de 21 anos, mora com os pais no munic\u00edpio. Eles administram uma par\u00f3quia que serve de alojamento para quem teve que sair de casa e tamb\u00e9m, na medida do poss\u00edvel, tentam fornecer alimento e \u00e1gua aos desabrigados.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O problema \u00e9 que a cidade est\u00e1 ficando desabastecida. Compramos garrafas de \u00e1gua em um posto de gasolina, mas s\u00f3 podemos entregar uma por pessoa. D\u00f3i ter que negar uma coisa t\u00e3o b\u00e1sica como \u00e1gua quando pedem mais. Temos que racionar tudo, at\u00e9 o b\u00e1sico\u201d, disse a jovem.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Silber, de 69 anos, \u00e9 uma das desabrigadas. Ainda se recuperando do estado de choque, ela n\u00e3o consegue se lembrar como deixou a moradia. \u201cFoi t\u00e3o traum\u00e1tico, que parece que meu c\u00e9rebro apagou a mem\u00f3ria. Lembro que foi uma correria e uma gritaria, acho que conseguimos fugir da \u00e1gua em um ve\u00edculo\u201d, descreve a idosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Um peda\u00e7o de tronco arrebentou a parede do Gin\u00e1sio Desportivo, onde se reunia a associa\u00e7\u00e3o de moradores. O principal mercado do bairro e uma academia, que havia sido inaugurada h\u00e1 menos de um m\u00eas, tamb\u00e9m est\u00e3o em ruinas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Vila Tereza, localidade onde viviam pessoas de menor poder aquisitivo, praticamente n\u00e3o existe mais. Camila Cunha, de 31 anos, conta que, al\u00e9m da for\u00e7a da correnteza, silos que armazenavam gr\u00e3os de soja que ficavam no terreno de uma empresa se soltaram e acabaram passando por cima de v\u00e1rias resid\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Foram dois silos que a \u00e1gua levou. As pe\u00e7as, que pesam v\u00e1rias toneladas, se soltaram e rolaram por cima das casas. A Vila Tereza n\u00e3o existe mais. Perdemos nossa casa e nosso bairro. Pagamos v\u00e1rios impostos, mas ser\u00e1 que o governo vai nos ajudar?\u201d, questiona a moradora.<\/p>\n\n\n\n<p>O bairro Moinhos \u00e9 outra \u00e1rea que parece ter sido bombardeado em Estrela. De acordo com o comerciante, Alex Wolfert, de 37 anos, restam apenas tr\u00eas casas na localidade. Ele mora em Lajeado, mas foi para o munic\u00edpio vizinho para tentar encontrar a m\u00e3e, o que n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estou preocupado. N\u00e3o tenho contato com ela desde ter\u00e7a-feira. Vim para a Estrela com mantimentos para entregar para ela, mas n\u00e3o a encontrei. O bairro em que ela morava est\u00e1 destru\u00eddo. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o de ang\u00fastia extrema\u201d, lamentou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com estimativas da Defesa Civil, aproximadamente 75% da \u00e1rea urbana de Estrela ficou submersa. O hospital do munic\u00edpio est\u00e1 superlotado e s\u00f3 atende casos de urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A esperan\u00e7a \u00e9 que mais mantimentos cheguem ao munic\u00edpio ap\u00f3s a reabertura parcial da ponte com Lajeado, na BR 386. Na estrutura, que tamb\u00e9m foi inundada, est\u00e1 permitido o transito de pedestres e a passagem de ve\u00edculos de servi\u00e7os emergenciais, em uma pista. A expectativa \u00e9 que as duas vias sejam liberadas para o trafego de autom\u00f3veis at\u00e9 o final da tarde, caso n\u00e3o sejam constatados danos mais graves na constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Jornal Correio do Povo<\/p>\n\n\n\n<p>Curta, compartilhe e inscreva em nosso canal do\u00a0<a href=\"https:\/\/youtube.com\/@tvnativoos\">youtube.com\/@tvnativoos<\/a>, curta nossa p\u00e1gina no facebook, instagram e veja nossa programa\u00e7\u00e3o ao vivo portal www.tvnativoos.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cen\u00e1rio \u00e9 de devasta\u00e7\u00e3o em munic\u00edpio atingido por dil\u00favio O cen\u00e1rio \u00e9 de guerra no munic\u00edpio de Estrela. Quem caminha pelo Bairro das Industrias se depara com casas destro\u00e7adas, postes ca\u00eddos, animais mortos e ve\u00edculos aos peda\u00e7os espalhados pelas ruas. 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