Ícone da música gaúcha, ele era um dos “Troncos Missioneiros”
Um dos grandes ícones da música regional do Rio Grande do Sul, Pedro Ortaça, faleceu nesta sexta-feira (29) aos 83 anos. Cantor, compositor e o último Tronco Missioneiro, Ortaça foi fundamental para levar a cultura das Missões a todo o país.
Natural de São Luiz Gonzaga, ele estava internado no Hospital de Clínicas de Ijuí, na Região Noroeste do estado, após passar por uma cirurgia na quinta-feira (28) e ser transferido para a UTI. Segundo familiares, sofreu três paradas cardiorrespiratórias e faleceu na madrugada desta sexta.
A filha, Marianita Ortaça, escreveu nas redes sociais: “Ele sempre será o exemplo mais lindo de resiliência, coragem, força. Gratidão, meu pai”.
O velório começou às 11h no CTG Farroupilha, em Ijuí, e às 14h30 o corpo será trasladado para São Luiz Gonzaga, onde será velado na Câmara de Vereadores. A Prefeitura de São Luiz Gonzaga decretou luto oficial de três dias, destacando a atuação de Ortaça na valorização e divulgação da cultura jesuítico-guarani e da identidade missioneira, levando o nome do município a diversos palcos nacionais e internacionais.
Ortaça compôs sucessos como “Timbre de Galo” e “Bailanta do Tibúrcio” e lançou sua última música, “Pena Guarany”, em parceria com o filho Gabriel Ortaça. Em 2025, recebeu o título de doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa), sendo também um ativista dos povos indígenas.
O Tronco Missioneiro, ao qual Ortaça pertencia, inclui ainda os compositores Noel Guarany (1941-1998), Cenair Maicá (1947-1989) e Jayme Caetano Braun (1924-1999), artistas que ajudaram a criar uma nova identidade da música regional, marcada por críticas sociais e pela valorização da história do Rio Grande do Sul.
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