Saúde – Homem morre de febre chikungunya em Carazinho

O óbito foi confirmado pela prefeitura, que decretou emergência por casos da doença
A febre chikungunya fez a primeira vítima em Carazinho, no Norte do Estado. O óbito, confirmado pelo prefeito João Pedro Albuquerque de Azevedo é de um idoso, com comorbidades, ocorrido no mês passado e que agora teve o exame positivo para a doença.
Segundo boletim da Prefeitura, o município tem 97 casos positivos para a doença, oito em período de transmissibilidade e 47 pessoas aguardam o resultado do exame. Assim, como a dengue e a zika virus, a febre chikungunya é transmitida pelo mosquito aedes aegypti. Na noite de quarta-feira, prefeito decretou situação de emergência em saúde pública devido ao elevado número de casos da doença. Em uma transmissão na internet, ele confirmou que 60 casos estão em investigação e disse que o objetivo do decreto é viabilizar mais recursos dos governos estadual e federal, que já estão sendo articulados para potencializar as ações que vêm sendo realizadas na cidade para combater o mosquito transmissor da doença. “É conscientização, são mutirões de limpeza, abordagens nos bairros, fumacê e o uso de drones para fiscalização e identificação de potenciais focos. Queremos um maior apoio do Estado e da União e engajamento da comunidade para conscientizar e ajudar nesta guerra contra o mosquito, o que é fundamental neste momento”, enfatiza.
A secretária municipal de Saúde, Carmen Santos, relata que em janeiro do ano passado a cidade registrou cinco casos de dengue, mas que este ano muitos usuários procuraram a atenção primária, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Hospital das Clínicas com sintomas repetitivos de dores, cansaço e 15 dias de febre. “Com a equipe de vigilância pensamos em sintomas de dengue, mas os sintomas continuaram em fevereiro, então surgiu que poderia ser chikungunya. Com isto, começamos a trabalhar protocolos internos e notificações”, relata.
Segundo a secretária, a dengue e chikungunya têm sintomas parecidos e o que diferencia as duas doenças são as fortes dores nas articulações e inchaço nas mãos no segundo caso. “É tanto que não se consegue pegar um objeto. A chikungunya é transmissível nos oito primeiros dias, e o aedes neste caso tem voo curto indo até um metro e as pessoas que estão no período de oito dias contaminadas podem transmitir”, explica.
No mês passado, a Prefeitura começou a fazer as notificações ao Laboratório Central do Estado (Lacen) e os resultados no caso de chikungunya levam de 20 a 30 dias para serem conhecidos. “Quando vieram os primeiros 34 casos positivos, eles não estavam mais transmitindo. Com este número começamos uma força tarefa na atenção primária de formação, informação e prevenção trabalhando com as emergências”, conta.
Dia 21 do mês passado saiu o primeiro alerta em relação a Carazinho. “A 6ª Coordenadoria veio dia 24 de fevereiro e estão até hoje fazendo fumacê e também passando um produto interno onde tem aglomeração e começamos a fazer fim de semana, trabalho de prevenção, principalmente de acumuladores, informando que não adianta tirar água, tem que lavar com água e sabão senão o ovo do mosquito fica na borda por até um ano, tendo chuva ou não”, justifica. Ela conta que participou de uma reunião com a Superintendência do Ministério da Saúde e com a secretaria do estado e a 6ª coordenadoria e as equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) devem ser reforçadas com profissionais multidisciplinares. “Como os sintomas da chikungunya podem durar até um ano, pode atacar a saúde mental e as pessoas também vão precisar de fisioterapia”, completa.
Fonte: Correio do Povo
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